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| O ELOGIO E SEU PODER |
| O elogio faz milagres na vida de uma pessoa |
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Todos nós somos movidos por elogios.
Lembro-me, certa vez, como menino tímido, que fui convidado para declamar uma poesia na minha escola primária, no dia da independência. Foi um treinamento de quase quatro meses para ensaiar e decorar três estrofes simples, referentes à bandeira nacional.
Todo parente que ia visitar meus pais, tinha como sobremesa a poesia, que eu era impelido a recitar em cima de uma cadeira ou de um fogão à lenha. Eis que chega o dia tão esperado, sete de setembro. Cerca de trezentas pessoas aguardavam, de forma natural, a declamação de uma simples poesia; enquanto isso, na minha cabecinha, uma confusão mesclada de medo e pavor pelo público que me rodeava, transformou aqueles minutos num desespero sem fim. As pernas tremiam, a voz emudeceu, a gagueira emocional tomou conta do recinto e o fiasco, como conseqüência, gravou no meu subconsciente que apresentar-se em público era terrível.
Posteriormente, fui estudar num colégio interno, agora com dez anos de idade, quando um dos meus professores, ao mandar ler um texto em sala de aula, elogiou-me dizendo que a minha apresentação foi ótima e que eu parecia fisicamente com um menino artista, conhecido num filme: Marcelino Pão e Vinho.
Aquele elogio foi tão bem aceito que eliminou aos poucos com a minha ansiedade ao falar em público, pois era tudo o que eu desejava ouvir, tanto que tempos depois já estava representando em deliciosas peças teatrais. E o tempo foi passando, escolhi a advocacia. Posteriormente, participei de cursos de oratória, de motivação e só me contive quando pude levar àquelas pessoas tímidas como eu a participarem de cursos de oratória que criei nas horas de folga.
Agradeço ao querido e saudoso professor Pe. Francisco Roman por esse precioso elogio e aprendi que um conhecimento só é válido quando levado em frente para outras pessoas. Aprendi também que o elogio é o melhor remédio para fazer amigos e curar traumas.
Aprendamos a lição da cana-de-açúcar que recebe a luz do sol, é moída, prensada e só oferece doçura. (Dom Helder Câmara).
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| Autor: Acácio Moraes Garcia |
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